cai sempre, o pânico atinge a maior parte de sua racionalidade, fica sem razão, sem cabeça, sem chão, sem medo, com muito medo do que pode acontecer, do que não está em seu alcance, do que já é. do que pode vir a ser. sempre faz este tipo de cagada, corre o risco de voltar a ser bicho, de perder tudo, de deixar de ser o que mais quer, de estar onde se sente completa, com quem realmente está feliz. corre o risco de perder tudo, de deixar de ser, sem sonho, sem vida, sem amor. sem chão, sem solução. basta acreditar e tudo volta a existir, tudo começa a fazer sentido. Ilusão nunca, muito mais que isso, intuição. as palavras se transformam em fatos. não foi viagem. a viagem foi ter acontecido, viagem sua e minha. um desperdício. certas coisas não podem ser repetidas… não pra ela.
quando acredita de verdade seu chão caí. desanima e desgasta. criam-se calos, não pode mais acontecer desta forma. não assim desse jeito, com jeito de bicho lutando pelo que é seu, seu território, seu ninho. melhor existir uma coperação e não mais agressão mútua. para ela este ato é totalmente agressivo. ele sabe muito bem. a conhece como a palma da sua mão. sabe do que é capaz, já a viu fazer coisas horríveis, ela também já passou por cada uma… não pode estar acontecendo de novo, não desse jeito, nem com ela. não quer isso, não quer assim.
só quer a paz e o amor, assim como o gozo. todo este é conflito não combina com o que sentem. é difícil de terminar, difícil algo que abale tanto suas estruturas. difícil uma separação. até que se prove o contrário.
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