•julho 30, 2007 • Deixe um comentário

Não se falou mais no amor, muito menos em saudade. Apenas falara sobre a dor, a dor que sentiria ao perdê-la. A falta que ela fazia todos as manhãs, seus abraços e tudo  de especial que fizera com que estivesse com ela até o momento. Decidira viver mais, percebeu o quanto valia a pena viver, ficar velho. Estava ficando velho, sem os dentes, não podia continuar com ela. Não tinha mais a garra de antigamente. 

 Ela não se contetaria em saber dele sem ela. Ele e sua dor estavam exaustos.

Abalada a calma

•julho 28, 2007 • Deixe um comentário

cai sempre, o pânico atinge a maior parte de sua racionalidade, fica sem razão, sem cabeça, sem chão, sem medo, com muito medo do que pode acontecer, do que não está em seu alcance, do que já é. do que pode vir a ser. sempre faz este tipo de cagada, corre o risco de voltar a ser bicho, de perder tudo, de deixar de ser o que mais quer, de estar onde se sente completa, com quem realmente está feliz. corre o risco de perder tudo, de deixar de ser, sem sonho, sem vida, sem amor. sem chão, sem solução. basta acreditar e tudo volta a existir, tudo começa a fazer sentido. Ilusão nunca, muito mais que isso, intuição. as palavras se transformam em fatos. não foi viagem. a viagem foi ter acontecido, viagem sua e minha. um desperdício. certas coisas não podem ser repetidas… não pra ela.

quando acredita de verdade seu chão caí. desanima e desgasta. criam-se calos, não pode mais acontecer desta forma. não assim desse jeito, com jeito de bicho lutando pelo que é seu, seu território, seu ninho. melhor existir uma coperação e não mais agressão mútua. para ela este ato é totalmente agressivo. ele sabe muito bem. a conhece como a palma da sua mão. sabe do que é capaz, já a viu fazer coisas horríveis, ela também já passou por cada uma… não pode estar acontecendo de novo, não desse jeito, nem com ela. não quer isso, não quer assim.

só quer a paz e o amor, assim como o gozo. todo este é conflito não combina com o que sentem. é difícil de terminar, difícil algo que abale tanto suas estruturas. difícil uma separação. até que se prove o contrário.

yeah

•julho 10, 2007 • Deixe um comentário

O movimento  vêm de dentro, levantando a poeira que há muito estava acumalada.

Pó, um tantão assim.  

Veja, tá saindo por todos os  poros,  por certas janelas. Bate um brisa e volto a suspirar.

Uma ventania seria ideal, como as que acontecem na Espanha, os ventos que adentram pelo sul vindos do deserto da África. Não dá pra enxergar nada por conta da areia. Um banho de areia. Um sopro de areia. Areia e vento.

Areia é melhor do que pó. Terá que ventar bastante.

sossego

•julho 10, 2007 • Deixe um comentário
"Bandeira branca, amor
 Não posso mais.
Pela saudade
 Que me invade eu peço paz.
 Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
 Que me invade eu peço paz.
Saudade, mal de amor, de amor
 Saudade, dor que dói demais
Vem, meu amor
Bandeira branca eu peço paz.
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
 Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz."
 
Para os agudos e também para os graves.
 Vamos tentando que uma hora sai limpo.

nem pense

•junho 24, 2007 • 1 Comentário

Incertezas podem acabar com o dia. Incertezas podem ser transformadas em tristezas….

Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios

•junho 24, 2007 • Deixe um comentário

Me faça uma declaração de amor.

Me acorde com seus beijos, me põe na cama com novos desejos. Me faça sua mulher, sem crise, sem perigo, sem ameaça. Deixe que o olhar atento não te traga desconfiança, nem lembranças indigestas, nem deixe que o passado seje tão influente no presente. Deixa de história. Pare de birra, não seja criança. Cresce. Não faça escândalos, leve a vida mais de boa, sem crises nervosas.

Mulheres barraquentas, mulheres descontroladas, mulheres mal amadas, mal comidas, mulheres que se satisfazem com muito pouco, mulheres que acham que ficaram pra titia, mulheres que não olham p/ os lados, mulheres que não se enxergam no espelho, mulheres que se subestimam.  Mulheres que amam demais, odeiam demais, querem tudo e desejam de tudo. Mulher carente é difícil.

 Dá uma canseira ser mulher, principalmente com o nervos à flor da pele, e com muitos desejos.

Prisão de Ventre

•junho 22, 2007 • Deixe um comentário

Comunicação, eu faço comunicação. Teoricamente deveria ser uma comunicóloga em ascensão, cada dia , um pouco mais apta para comunicar-me com o universo. Coisa esta, aqui entre nós, cada hora mais difícil.

 Naqueles momentos essenciais em que eu preciso lutar para sobreviver, colocando o que quero da minha boca para o mundo, falta a fala. Falta o sentido. Sinto inveja das pessoas que dançam com soltura, com leveza. 

A comunicação constrói a ponte entre o meu mundo e o seu. Os conflitos existem: pequenos e tolos,  sofremos carentes com a falta de decisão, transformam-se em transtornos na minha mente e talvez no seu coração. Palavras que escapam, palavras mal ditas…

…me dão prisão de ventre.